Três atores instigantes, uma boa dose de ironia, uma porção generosa de proximidade com o público, um casarão histórico, um piano, um bolero e uma galinha. Sensações a gosto. Pronto, está feita a receita de um projeto absolutamente inédito na Bahia, tanto em seu formato quanto em sua dramaturgia. “Um piano, o bolero e a galinha” leva a assinatura da Huol Criações e estreia no dia 05 de novembro misturando Teatro e Gastronomia em três solos distintos, vividos em cena por Paula Lice, Igor Epifânio e Jacyan Castilho. Local escolhido? As salas e salões suntuosos do Instituto Feminino da Bahia, onde grupos de apenas 20 pessoas serão recebidos – e servidos – pelos atores, em dias específicos.
De 05 a 07 de novembro a anfitriã será Paula Lice, com seu “Parece Bolero”, uma aula de dança de salão ministrada por uma mulher quase fina, quase talentosa, quase feliz. De 12 a 14 de novembro será a vez de Igor Epifânio ensinar “A arte de matar galinhas”, uma cena-jantar na qual o público entra diretamente na cozinha para assistir a um “curso” que, em princípio, trata de um assunto sobre o qual todos estão bem familiarizados... O ciclo se fecha com Jacyan Castilho, que entre os dias 19 e 21 de novembro dará vida a uma socialite revolucionária em “L. recebe”, num jantar em lugares sentados e marcados, comme il fault. De 26 a 28 de novembro, os três solos acontecerão simultaneamente em salas diferentes. Caberá ao público escolher a experiência – sensorial e gastronômica – que quer viver na noite. Todas as sessões da temporada acontecerão às 20h, com ingressos a R$ 20,00 (valor da inteira).
Toda a supervisão da execução das comidas e a concepção dos menus que serão servidos nos três solos são da chef Kátia Najara, uma “uma falsa baiana radicada em Salvador” que vem desenvolvendo uma carreira bem particular na gastronomia. Com um livro publicado, escreve também para blogs e promove eventos gastronômicos valorizando o luxo da simplicidade e flores à mesa. Para o solo L. recebe, preparou um menu para o público que inclui sopa creme de abóbora e menta, mil folhas de rúcula, maçã flambada e queijo brie, coq au vin com arroz de amêndoas e mousse de chocolate. Já quem for a Parece Boleto poderá provar petiscos variados de frutos mar, enquanto o prato principal de A Arte de Matar Galinhas será uma deliciosa canja! Este projeto foi contemplado pelo PRÊMIO FUNARTE DE TEATRO MYRIAM MUNIZ/2012.
Parece Bolero é o primeiro solo e apresenta ao público Maria da Graça (Paula Lice), que no esforço para se transformar em tudo o que ela não é – uma cantora de sucesso, uma dançarina surpreendente, uma pessoa supercarismática – se esquece de enxergar o que ela é: uma simples professora de bolero. Gracinha convida os “alunos” para uma aula diferente de dança, na qual reveza pequenas etiquetas de salão com comida e afeto. Drinques coloridos e petiscos oceânicos são servidos, com música para cantar e dançar. Entre conversas sobre a vida, o amor e todos os conflitos existentes entre o que ela desejou ser e o que acabou se tornando, o público, sentado em quatro grandes mesas, é imerso em suas experiências e sua paixão pelo drama e pelo bolero. Este é o terceiro trabalho solo da atriz Paula Lice, uma das autoras do filme Jessy, que está rodando os principais festivais de cinema do Brasil. A primeira motivação desse processo foi estudar o bolero, como música, como dança e como drama. A personagem da peça foi imaginada a partir de uma crônica de Paulo Mendes Campos, “Para Maria da Graça”, e do estudo do melodrama no cinema e na televisão; ganhou vida através de uma dramaturgia construída em sala de ensaio, num texto escrito por Lice, Camilo Fróes e René Guerra, que também assina a direção do trabalho. O ator Fábio Ferreira faz uma participação especial como o garçom da noite.
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Jacyan, Igor e Pauta protagonizam os três solos do projeto. Foto Márcio Lima.