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Arte da JAM no MAM Arte da JAM no MAM

Novo DVD da JAM no MAM!

Pouco mais de um ano após o lançamento do seu primeiro DVD, a JAM no MAM apresenta ao público no dia 13 de julho o segundo registro das sessões musicais que acontecem todos os sábados na área externa do Museu de Arte Moderna da Bahia. O lançamento conta com patrocínio da OI e do Governo da Bahia, através do Programa Estadual de Fomento a Cultura – Fazcultura, com Apoio Cultural do OI Futuro. Nesta entrevista, o músico Ivan Huol, a diretora Sofia Federico e a produtora Cacilda Povoas falam sobre o material, descrevendo as novidades relacionadas ao lançamento.

Quem assina a direção do DVD?


Sofia Federico – Não chegamos a ter uma direção na forma como usualmente se dá nas produções audiovisuais. O processo foi bem diferente! A partir de entrevistas coletadas por Ivan, eu tracei um roteiro. Pablo Antonio, Patrícia Freitas e eu estruturamos a montagem. Trata-se de um trabalho coletivo. Então, o que digo é que esse DVD é uma realização da Huol Criações, que agora é também produtora de conteúdos audiovisuais, sendo responsável pelo programa Jazz na Madrugada, transmitido semanalmente pela TVE Bahia.

Qual a diferença entre o segundo e o primeiro DVD?

Ivan Huol – A maior diferença é termos incluído um CD de áudio com todas as faixas desse novo DVD, além do áudio das músicas do primeiro DVD, uma demanda do público da JAM. O objeto do documentário é mais específico, abordando a improvisação como forma de expressão artística em música, contando como teria surgido essa força musical aqui na Bahia, entrevistando músicos que ajudaram a construir essa tradição jazzística aqui em Salvador. O DVD anterior cuidava em apresentar o que era a JAM no MAM em si, como surgiu, além de mostrar as belezas do espaço do Museu.
 
Qual é o conteúdo do segundo DVD?


Ivan Huol –
Um documentário e três músicas no DVD, e um CD de áudio com seis músicas: Três do DVD novo, além de três do primeiro DVD. Duas músicas são de Ivan Bastos, Alaúde e Cariri-Blues, e uma de Letieres Leite, Patinete Rami-Rami. O destaque vai para a entrevista com o baterista Lula Nascimento, que também toca em Cariri-Blues. Quem o admira vai se surpreender ainda mais com suas falas, muito precisas e lúcidas.

Sofia Federico – É importante assinalar que o documentário reúne depoimentos de músicos que viveram a efervescência ou o boom da música instrumental de Salvador dos anos 70/80, como Sérgio Souto, Paulinho Andrade, Luciano Chaves, Ivan Bastos, entre outros. Eles falam sobre a improvisação e, por consequência, acabam falando da importância da JAM no MAM como espaço dedicado e destinado a que músicos e artistas de maneira geral – como dançarinos e poetas – possam improvisar. Em geral, o improviso costuma ficar "relegado" ao bastidor ou ao processo de construção de uma obra. Na JAM no MAM, o improviso é o próprio espetáculo. Em Salvador, existe esse lugar onde a criação que aflora ali no encontro de artistas ganha a cena. Esse é o link do tema "Improvisação" com o projeto JAM NO MAM. Acho importante destacar isso.

A gravação do programa JAZZ na MADRUGADA influenciou a produção do segundo DVD?

Ivan Huol – A maior influência se deu na captação e edição das imagens das faixas musicais, que elevou a nossa expectativa, tanto por conta do programa, quanto da experiência já conquistada com o primeiro DVD.

Existem planos para outros DVDs da JAM, no futuro?

Ivan Huol – Minha ideia é Sofia fazer um longa sobre o jazz na Bahia, num desdobramento dessas entrevistas, aprofundando ainda mais o tema.

Cacilda Povoas – A ideia é essa; fazer um longa sobre a história recente da música instrumental na Bahia, do final dos 1970 para cá. Acredito que essa seja nossa missão, deixar registrada a história desses músicos que estão na cena instrumental hoje e dos que estão chegando. Contar como se deu a formação deles e como se dá a construção de uma identidade musical, que tem em sua composição elementos da nossa tradição musical, elementos da música afro-cubana e elementos da tradição de um estilo universal que é o jazz, bem ao modo antropofágico, como os baianos sabem ser.


Cacilda Povoas.

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